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lunedì 16 febbraio 2026

Eleições na Hungria: Uma vitória de Orbán significaria que a União Europeia teria que tomar medidas drásticas em relação à Hungria.

 Dois meses antes das eleições húngaras, o primeiro-ministro Viktor Orbán precisa encarar a realidade de que pesquisas independentes preveem sua derrota para seu principal rival, Peter Magyar. As pesquisas mais recentes mostram uma diferença de dez pontos percentuais, o que alteraria o atual equilíbrio de poder no parlamento húngaro, que atualmente possui uma maioria qualificada de dois terços a favor do partido do primeiro-ministro. Essa constatação é contradita por pesquisas de instituições próximas ao governo, que, ao contrário, mostram o partido do primeiro-ministro à frente por seis pontos percentuais. O dia da eleição está marcado para 12 de abril, e chegou a hora de Orbán reiterar os pontos-chave de sua plataforma eleitoral, exagerando e distorcendo certos conceitos que considera cruciais para o seu sucesso. Enquanto seu oponente prometeu maior adesão à União Europeia e um combate vigoroso à corrupção, Orbán chegou ao ponto de argumentar que a verdadeira ameaça à Hungria não é a Rússia, mas a própria União Europeia, da qual o país persiste em ser membro e cujos fundos sustentam a economia húngara, que é explorada de forma desenfreada. De fato, o primeiro-ministro húngaro, apesar dos repetidos ataques contra Bruxelas, nunca expressou claramente seu desejo de deixar a União. Contudo, não deixou de caracterizar a União Europeia, mesmo em comícios recentes, como uma máquina opressora para o seu país, que, na verdade, tolerou em excesso as leis iliberais promulgadas durante seus cinco mandatos, os últimos quatro consecutivos. Na realidade, as condenações de Bruxelas às leis iliberais, especialmente nas áreas da justiça, direitos civis e informação, sempre foram insuficientes e não produziram qualquer mudança de rumo, contrariando, assim, a própria legislação europeia. A Hungria permanece o Estado-membro da UE mais próximo da Rússia e anti-Ucrânia, e particularmente próximo das posições ideológicas do presidente americano Trump, especialmente considerando a recente declaração da chanceler alemã, que definiu a Europa como completamente oposta aos ideais do movimento "Make America Great Again". Nesse papel de oposição interna aos ideais europeus, Budapeste pode contar com a Eslováquia e, de modo mais geral, com os partidos soberanistas presentes em toda a Europa, que, no entanto, são atualmente minoria em comparação com os sentimentos pró-europeus. A impressão é que Bruxelas aguarda o resultado das eleições húngaras, sem se expor muito, na esperança de uma vitória dos oponentes de Orbán, que prometem maior integração europeia. Caso o atual primeiro-ministro vença, sanções contra Budapeste serão necessárias, podendo inclusive levar à expulsão da União, mesmo que isso exija a alteração de leis vigentes. Essa eventualidade requer um longo processo e, enquanto isso, a severidade de Bruxelas poderá ser sentida por meio da redução progressiva do financiamento e da diminuição da importância da Hungria dentro da União. Além disso, programas concebidos para encontrar soluções que acelerem as decisões podem apenas facilitar decisões e sanções severas contra os membros que se afastam demais dos objetivos da União, limitando-se a explorar seu financiamento sem contribuir para o desenvolvimento comum. Uma Europa que precisa encontrar sua própria dimensão de autonomia, especialmente em relação aos EUA, mas também à China, e capaz de controlar a Rússia, não pode tolerar a presença de elementos disruptivos como a atual Hungria ou a Eslováquia. Uma possível vitória de Orbán levará inevitavelmente ao afastamento de Budapeste, e pouco importa se ela conseguirá retornar à órbita da Rússia. Para a Europa, isso representará uma redução significativa do fardo.

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